| Data: [27/05/2014] | |
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Começa
hoje, 26/05, a "Semana de mobilização nacional em defesa das pessoas em
situação de rua". A iniciativa marca a adesão do Conselho Nacional do
Ministério Público (CNMP) à campanha "Sou morador de rua e tenho direito
a ter direitos".
Elaborada
pelo CNDDH - Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos das Pessoas
em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis, em parceria
com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e tem,
como objetivo, contribuir para o fortalecimento da atuação do Ministério
Público brasileiro na defesa dos direitos das pessoas em situação de
rua. O MP vai concentrar suas ações especialmente nas cidades-sede da
Copa do Mundo de 2014, com o objetivo de evitar abusos contra as pessoas
em situação de rua durante este período.
A
ação visa efetivar a Política Nacional para a População em Situação de
Rua (Decreto Presidencial nº. 7053/2009), que tem como objetivo
assegurar o acesso amplo, simplificado e seguro aos serviços e programas
que integram as políticas públicas de saúde, educação, previdência,
assistência social, moradia, segurança, cultura, esporte, lazer,
trabalho e renda.
Até
a próxima sexta-feira, 30/05, haverá grande mobilização em torno do
tema. Serão realizadas, nas diferentes unidades e ramos do MP
brasileiro, reuniões e audiências públicas para discutir a questão das
pessoas em situação de rua. Do mesmo modo, serão fixados cartazes,
concedidas entrevistas, bem como será dada ampla divulgação nas mídias
sociais sobre os direitos das pessoas em situação de rua e a atuação do
MP em sua defesa.
Ainda
durante a semana, será divulgado o documento: Diretrizes de atuação do
Ministério Público Brasileiro em Defesa das Pessoas em Situação de Rua
durante a Copa do Mundo de 2014. O documento é resultado do Encontro Nacional MP em defesa da população de rua, promovido em abril pela Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais e pelo Fórum de Articulação das Ações do MP na Copa do Mundo do CNMP e expressa o comprometimento de membros dos diversos ramos do Ministério Público dos estados que irão sediar a Copa do Mundo com a defesa dos direitos das pessoas em situação de rua, no propósito de assegurar o trabalho social de abordagem e de busca ativa que identifique, nos territórios, a incidência de pessoas em situação de rua, a fim de construir o processo de saída das ruas e possibilitar condições de acesso à rede de serviços e a benefícios socioassistenciais. As diretrizes pretendem assegurar direitos aos moradores de rua tais como: abordagens policiais com revista realizada por agentes do mesmo sexo do abordado; obtenção de documentos pessoais pelas pessoas em situação de rua, inclusive a gratuidade da segunda via; impedimento da apreensão ilegal de documentos pessoais e bens pertencentes às pessoas em situação de rua.
Dados
Entre
agosto de 2007 e março de 2008, por meio de uma parceria do Ministério
do Desenvolvimento Social (MDS) com a Unesco, foi realizada a Pesquisa
Nacional sobre População em Situação de Rua.
A
pesquisa, que incluiu a contagem e caracterização da população adulta
em situação de rua, foi realizada nos municípios com mais de 300.000
habitantes e em todas as capitais, com exceção de Belo Horizonte, São
Paulo e Recife, que haviam realizado pesquisas semelhantes em anos
recentes, e Porto Alegre, que naquele momento, conduzia a pesquisa de
iniciativa municipal.
A
pesquisa nacional contabilizou 31.922 adultos em situação de rua nos 71
municípios pesquisados. Nesse sentido, ao somar o valor do contingente
da pesquisa nacional com os números das pesquisas realizadas em Recife,
São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre estima-se que o total de
pessoas adultas em situação de rua identificadas representa,
aproximadamente, 50 mil.
De
acordo com o decreto que institui a Política Nacional para a População
em Situação de Rua, estas são caracterizadas como um grupo populacional
heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos
familiares fragilizados ou rompidos e a inexistência de moradia
convencional regular.
Essa
população se caracteriza, ainda, pela utilização de locais públicos
como praças, jardins, canteiros, marquises, viadutos, além de áreas
degradadas como prédios abandonados, ruínas, carcaças de veículos como
espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social / Conselho Nacional do Ministério Público
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segunda-feira, 2 de junho de 2014
SEMANA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DAS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA
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